quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Top 10: Posts líderes de acessos no blog no ano de 2016



Olá!

2017 já está “batendo na porta”, não é mesmo?

Achei super interessante organizar uma lista dos “posts” mais lidos de 2016 e compartilhar com você!

Ao longo de 2016, nós exploramos uma variedade de tópicos importantes sobre processamento auditivo, linguagem, aprendizagem, fala e Neurofibromatoses! No topo ficou os“posts” sobre Processamento Auditivo!


Ficou curioso a respeito dos “posts” mais lidos em 2016? Segue a lista abaixo para você revê-los!



















quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Feliz Natal!




A todos que acompanham o blog:

Desejo que o Natal seja brilhante de alegria, iluminado de amor, repleto de conhecimento, harmonia e paz!

Grande abraço,

Pollyanna


terça-feira, 20 de dezembro de 2016

4 maneiras de adquirir conhecimento durante o sono



Li recentemente uma matéria na revista Galileu e achei muito válido compartilhar na íntegra o texto do dia 01/12/2016. Todos os créditos e informações são do autor Bruno Vaiano!

Segue abaixo o texto:

Heródoto era geógrafo, historiador e quase uma espécie de jornalista de guerra da Grécia Antiga. É dele o relato das Guerras Médicas que deu origem à representação da Batalha das Termópilas do filme 300, que opôs gregos e persas. Em certo ponto de sua principal obra — intitulada apenas História, e muito mais longa e completa que o filme — ele conta as sonecas premonitórias do rei Xerxes (Rodrigo Santoro, alguém?), que recebia recadinhos e instruções dos deuses em forma de sonhos e visões. Entre as sugestões do firmamento, invadir a Grécia e dominar o mundo não eram raros.
Tudo isso para dizer que, bem, não é esse nível de sabedoria que você pode adquirir dormindo no alvorecer do século 21 — ninguém terá prenúncios de glória militar tão cedo. Mas há uma pequena lista de coisas com que o sono pode te ajudar, e o site IFLScience listou algumas delas. Confira: 
1 - Você pode aprender palavras estrangeira
Em alemão, caixa de fósforos é "Streichholzschachtel". Se a caixa for pequena, vira "Streichholzschächtelchen". Pois é, ainda bem que pesquisadores da Suíça, ambos piedosos falantes fluentes de alemão que querem facilitar sua vida, afirmam em artigo publicado no períodico científico Cerebral Cortex, de Oxford, que ouvir várias vezes uma palavra estrangeira aprendida em estado de vigília durante o sono faz seu cérebro memorizá-la sem você perceber nem acordar. 
Os testes, claro, envolveram tocar palavras aprendidas bem baixinho com um gravador conforme um grupo de voluntários recém-iniciado a uma língua estrangeira tirava um cochilo. 
Para garantir que ninguém tivesse simplesmente ficado acordado e ouvido as palavras durante o suposto "sono", eles montaram um grupo de controle que ouviu as palavras acordado. O resultado? Os despertos foram muito pior que os dorminhocos nas provas. 
2 - Você pode aprender a tocar uma música
O mais legal é que a técnica de repetição acima não dá certo só com palavras, que carregam significado, mas também com melodias. Em um experimento que está registrado no periódico científico Nature Neuroscience, voluntários aprenderam melodias básicas de violão no estilo Guitar Hero — só colocando os dedos no lugar certo, sem teoria musical. Os que foram dormir depois e ouviram a melodia se repetindo durante o sono acordaram tocando bem melhor que os que não ouviram nada.
3 - Você pode se lembrar de onde deixou alguma coisa
Esqueça São Longuinho — pulinhos não são nada perto de um ronco. Nesta pesquisa, publicada no The Journal of Neuroscience, voluntários eram instruídos a posicionar um objeto virtual qualquer em algum ponto aleatório de uma tela de computador. Quando o local era escolhido, tocava um som correspondente.
Depois, todos iam cair duas vezes nos braços de Morfeu. Em uma, o som correspondente ao lugar foi tocado durante o sono. Na outra, não. A conclusão, você já sabe, é que quem ouviu o som dormindo se lembrou com mais facilidade do local em que havia deixado o objeto. 
4 - Você pode proteger memórias especiais 
Em um experimento parecido, publicado aqui, cientistas descobriram que a associação entre sons e objetos descoberta acima pode ser usada para dar um olé no sistema de seleção de memórias do seu cérebro e fazer ele guardar com mais cuidadas coisas que você considera importantes e quer que sejam lembradas em detalhe. 
Em uma tela similar à do experimento acima, pessoas posicionavam objetos identificados, como um sino ou um gato, em um determinado local. Quando colocados, eles emitiam seus próprios sons — o gato miava e o sino tocava. Pessoas expostas a esses sons durante a noite, como você já deve imaginar, se lembraram com mais facilidade deles. 
Em outras palavras, não custa nada ouvir a música que marcou seu primeiro encontro durante a noite. Pode te ajudar a nunca esquecer aquele dia. 

sábado, 17 de dezembro de 2016

Bullying


     O bullying é um termo da língua inglesa (bully = valentão) criado na década de 1970 pelo pesquisador norueguês Dan Olweus e se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionas e repetitivas adotadas por uma pessoa ou um grupo contra outro(s), causando dor, angústia e sofrimento.

     A violência no bullying ocorre sem motivação evidente e tem o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem que esta tenha a possibilidade ou capacidade de se defender, em uma relação desigual de poder, caracterizando uma real situação de desvantagem para a vítima. Neste caso, ela pode passar a ter medo/pânico de ir para a escola, faltando sistematicamente ou criando desculpas para não ir, como falar que está doente ou dizer que a aula foi cancelada.

     Além disso, no ambiente doméstico, sentimentos como raiva, impotência, insônia, enurese noturna (o famoso xixi na cama), dores frequentes de barriga ou de cabeça, sintomas depressivos e ansiosos e comportamentos que beiram o estresse e descontrole podem se tornar presentes, sendo importante considerar, inclusive, a possibilidade de abandono da escola e tendências suicidas nos casos mais graves.

     O praticante do bullying (bullie) é a pessoa autoritária que controla ou domina os demais membros do grupo e tem um ponto de vista preconceituoso sobre os outros, destacando aspectos não apenas da aparência física, mas também de dificuldades sociais (crianças tímidas) ou acadêmicas específicas.

    Mas não é só ele o participante desse tipo de abuso: há também os incentivadores e os observadores que se tornam “plateia” dos agressores – também é essencial que haja uma sensibilização das crianças e jovens para que percebam sua responsabilidade diante da situação ao serem coniventes com essas manifestações de poder. Ainda, deve-se destacar que os papéis de vítima e agressor são bastante flexíveis, já que quem sofre bullying em um contexto pode praticá-lo em outra situação.

     O bullying não é legal (em nenhum aspecto) e pode trazer muitos problemas no futuro para quem pratica ou sofre esse tipo de violência. Portanto, fique atento e ajude a evitar esses episódios, conversando sempre com seu(sua) filho(a) e desestimulando qualquer tipo de agressão.

Fonte: Conversando com os pais sobre como lidar com a Dislexia e outros transtornos específicos de aprendizagem. Instituto ABCD.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Como estruturar uma rotina de estudos em casa?



     A rotina é muito importante para a vida das crianças desde seu início de vida. A rotina de cuidados do bebê, por exemplo, traz segurança e auxilia seu desenvolvimento físico e psíquico.

   Também para crianças maiores e até para os jovens a rotina é importante, ela organiza! Crianças cujas famílias adotam uma rotina clara e consistente geralmente são mais organizadas: alimentam-se e dormem em horários adequados, participam de tarefas da casa, têm horários para o lazer, ou seja, planejam seu tempo e o aproveitam de uma forma melhor. E é claro que essa rotina geral influencia positivamente o aprendizado, pois essas mesmas crianças e jovens tendem a ser pontuais, não deixam de realizar suas tarefas, organizam seus materiais e estão em dia com o estudo.

   Sendo assim, pais, procurem estabelecer e respeitar uma rotina diária para sua família. No que se refere à rotina de estudos, há algumas considerações e sugestões.

    A primeira é: não há uma receita. Não existe um único modelo de rotina de estudos. Cada família deve avaliar suas possibilidades e organizar um roteiro que pode ser revisto à medida que surgirem necessidades. O importante é que a rotina contemple locais, horários e responsáveis por determinadas tarefas.

    Em relação ao horário, procure avaliar, diante das possibilidades da família, qual o ideal. É importante que a criança esteja descansada, sem fome, sem sono. Evite competir com os horários dos programas preferidos dela, desde os da TV até a brincadeira com os colegas da rua ou do prédio. É aconselhável que esse horário também concilie com o de um adulto que possa ficar disponível às mais diversas necessidades da criança. Há crianças que conseguem realizar tarefas com autonomia, mas há aquelas que precisam de suporte, tal qual a leitura de textos ou comandas, por exemplo.

     Alterne tarefas que seu (sua) filho (a) tenha dificuldade com outras mais agradáveis ou até mesmo com pausas para o lazer ou descanso. O disléxico se cansa com facilidade, pois ler é uma tarefa trabalhosa para ele. Ajude-o ainda a planejar a execução de trabalhos escolares com prazos mais longos e o auxilie na organização de uma agenda de estudos para as semanas de provas. Procure respeitar o tempo de concentração de seu (sua) filho (a). Observe por quanto tempo ele é capaz de estudar ou fazer tarefas concentrado e planeje intervalos baseados nesse tempo.

     Ninguém apresenta bom rendimento quando está exausto. Os intervalos podem ser pequenos e podem ser aproveitados para um lanche, uma brincadeira, um tempo de atividade prazerosa. Estimule o estudante a fazer uma revisão de suas produções (respostas escritas, textos, contas), pois a criança, e até mesmo o jovem, tendem a querer terminar logo para ficar livre.

    A rotina de estudos deve contemplar não só as lições de casa, mas também a realização de trabalhos escolares e o estudo dos conteúdos vistos em aula. Sabemos que não é aconselhável estudar apenas nas vésperas de provas e, para os disléxicos, a repetição dos conteúdos pode ser uma estratégia interessante para a memorização. Assim, é prudente estudar todas as matérias continuamente. Sugerimos que vocês coloquem a rotina de estudos em um quadro semanal ou mensal em local de fácil visualização.

    Valorize o esforço e elogie os conhecimentos de seu (sua) filho (a). Estudar não é tarefa simples para um disléxico. As dificuldades da leitura e escrita tornam este momento mais desgastante do que para outros estudantes.

Fonte: Conversando com os pais sobre como lidar com a Dislexia e outros transtornos específicos de aprendizagem. Instituto ABCD.


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Tratamentos controversos para a Dislexia



Atenção!!!

Não é recomendável o uso de lentes, treinos motores ou uso de palmilhas ou calçados adaptados.

     Há uma série de tratamentos controversos para a Dislexia, por isso é importante ficar atento. Todos esses recursos não têm comprovação científica e pressupõem que o transtorno seja de origem perceptual, isto é, visual ou postural, quando, na verdade, sabemos que se trata de um transtorno de origem neurobiológica. O uso desses recursos, além de gerar custos desnecessários pode, ainda, adiar o tratamento terapêutico realmente eficiente.

      Fonte: Conversando com os pais sobre como lidar com a Dislexia e outros transtornos específicos de aprendizagem. Instituto ABCD.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

sábado, 3 de dezembro de 2016

O que causa a Dislexia?



     Os pesquisadores ainda precisam identificar o que causa a dislexia. Mas eles sabem que genes e diferenças cerebrais podem influenciar as chances de uma criança ter dislexia. Aqui estão algumas das possíveis causas da dislexia:

     Genes e hereditariedade: A dislexia muitas vezes corre em famílias. Portanto, se seu filho tem dislexia, há uma chance de você ou outro parente ter também. Cerca de 40 % dos irmãos de crianças com dislexia podem ter os mesmos problemas de leitura. Tanto como 49 % dos pais de crianças com dislexia podem tê-la também. Os cientistas também encontraram vários genes associados com a leitura e problemas de processamento de linguagem.

     Anatomia do cérebro: Ter dislexia não significa que seu filho não é brilhante. Na verdade, muitas pessoas com dislexia têm inteligência acima da média. Mas seu cérebro pode parecer diferente do cérebro de pessoas que não têm dislexia. Considere, por exemplo, o lobo temporal. Esta área do cérebro desempenha um papel na compreensão da linguagem. É tipicamente maior no hemisfério dominante (o lado esquerdo do cérebro para pessoas destras) do que no hemisfério direito. Mas se o seu filho tem dislexia, o lobo temporal é provavelmente do mesmo tamanho nos lados esquerdo e direito do cérebro.

     Atividade cerebral: Para poder ler, nossos cérebros têm de traduzir os símbolos que vemos na página em sons. Então, esses sons têm de ser combinados em palavras significativas. Normalmente, as áreas de nossos cérebros responsáveis pelas habilidades de linguagem trabalham de maneira previsível. Mas se seu filho tem dislexia, essas áreas não funcionam juntas da mesma maneira. Crianças com problemas de leitura acabam usando diferentes áreas do cérebro para compensar.

 Mais informações sobre a dislexia acesse o site da Dislexia Brasil: http://dislexiabrasil.com.br/

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Smartphone: 4 soluções para manter o adolescente organizado



     Atrasos, esquecimentos, desorganização? Abaixo estão algumas soluções aliadas ao Smartphone que podem auxiliar seu paciente ou seu filho adolescente a manter-se mais organizado! :)




terça-feira, 29 de novembro de 2016

É hora de se atualizar!!!!




     Olá!

    Hoje quero compartilhar com você um artigo muito importante, principalmente para os Fonoaudiólogos que atuam com o distúrbio do processamento auditivo e o treinamento auditivo. É um artigo com informações atualizadas sobre a bateria de testes de avaliação do processamento auditivo e a reabilitação do DPA.

    Abaixo deixo o link para baixar o artigo completo!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Crianças com Neurofibromatose tem muito potencial, você sabe por que?


       Desde 2008 atendo pacientes com Neurofibromatoses, inicialmente com o foco em pesquisas e atualmente com a reabilitação fonoaudiológica para os distúrbios do processamento auditivo, de linguagem, fala e aprendizagem. Fiz o meu mestrado e doutorado também sobre a NF1, atuando no Centro de Referências em Neurofibromatoses do HC – UFMG, com orientação dos professores Nilton Alves de Rezende e Luiz Oswaldo Carneiro Rodrigues (LOR) e hoje posso dizer com certeza: crianças com NF1 tem um potencial imenso, capazes de se destacarem na escola, aprenderem, falarem corretamente, enfim... serem FELIZES!

     Hoje, muito diferente de alguns anos anteriores, temos pesquisas fortes que estão em andamento e/ou que já foram concluídas. No Centro de Referência em NF do HC UFMG desenvolvemos dois projetos muito ricos sobre linguagem, aprendizagem e processamento auditivo, com resultados motivadores, dando novos olhares para o desenvolvimento emocional e acadêmico das crianças com NF1, mostrando SIM que é possível com orientação e acompanhamentos específicos passar pelo período escolar sem grandes sustos.

     Deixo abaixo as referências dos estudos que desenvolvemos no CRNF HC UFMG para consulta:

Batista et al., 2016. Treinamento auditivo acusticamente controlado em pacientes com neurofibromatose tipo 1. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/handle/1843/BUBD-A8WLCA/pollyanna_barros_batista.pdf?sequence=1


Batista PB, Silva CM, Valentim HO, Rodrigues LOC, Rezende NA. Avaliação do processamento auditivo na neurofibromatose tipo 1. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010; 15(4):604-608.

Batista, PB. Avaliação do processamento auditivo e da linguagem na neurofibromatose tipo 1 [dissertação]. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais; 2011.

Batista PB, Lemos SMA, Rodrigues LOC, Rezende NA. Auditory temporal processing deficits and language disorders in patients with neurofibromatosis type 1. J Commun Disord. 2014; 48:18-26.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Compreendendo a disgrafia... 



     A disgrafia é uma condição que causa problemas com a expressão escrita. O termo vem das palavras gregas dys ("prejudicada") e grafía ("escrita"). A disgrafia é um problema de origem neurológica. Não é o resultado de uma criança preguiçosa.

     Para muitas crianças com disgrafia, apenas segurar um lápis e organizar as letras em uma linha é super difícil! Sua escrita manual tende a ser confusa. Muitos lutam com a ortografia e para colocar os pensamentos no papel. Essas e outras tarefas de escrita - como organizar, armazenar e depois recuperar da memória - podem ser difíceis.

    Diferentes profissionais podem usar termos diferentes para descrever esta dificuldade com a expressão escrita. O DSM-5 não usa o termo disgrafia, mas usa a expressão como "um prejuízo na expressão escrita" na categoria de "distúrbio específico de aprendizagem". Este é o termo usado pela maioria dos Médicos e Psicólogos.

   Então é importante entender que a escrita lenta ou descuidada não é necessariamente um sinal de que a criança não está tentando o suficiente. A escrita requer um conjunto complexo de habilidades finas de processamento de linguagem e motor. Para as crianças com disgrafia, o processo de escrita é mais difícil e mais lento. Sem ajuda, uma criança com disgrafia pode ter dificuldade na escola. Então fiquem atentos aos sinais da disgrafia e sempre procure orientação caso haja dúvidas.




sexta-feira, 18 de novembro de 2016

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

terça-feira, 15 de novembro de 2016


Dica # 1 - Seu filho foi diagnosticado com Distúrbio do Processamento Auditivo. E agora?


     Você descobriu recentemente que seu filho tem Distúrbio do Processamento Auditivo? Você não está sozinha! O Distúrbio do Processamento Auditivo é mais comum do que você pode pensar. E os pesquisadores estão aprendendo mais sobre isso todos os dias. A partir de hoje serão apresentados alguns passos que você pode tomar para ajudar seu filho a obter o apoio que ela precisa para prosperar na escola e na vida. Pronto para a primeira dica?


sábado, 12 de novembro de 2016

Mito #5: Crianças com Distúrbio do Processamento Auditivo são preguiçosas e rudes



     É mito!!! Crianças com Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA) têm dificuldades para processar informações auditivas. Por causa disto, elas podem parecer que ignoram os outros. Elas podem dar respostas incorretas ou não relacionadas a perguntas que ouvem. E elas podem ter problemas para concluir projetos ou tarefas, especialmente se as tarefas foram atribuídas oralmente e exigir várias etapas. Esses comportamentos podem parecer como preguiça, mas provavelmente não são!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Mito #4: O Distúrbio do Processamento Auditivo não é real. É apenas um novo nome para o TDAH


     É mito!!! Pessoas com Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) muitas vezes mostram sintomas semelhantes, incluindo ser facilmente distraídas e desatentas. Acredita-se que haja uma alta taxa de co-ocorrência com TDAH, o que significa que muitas crianças identificadas com DPA também são diagnosticadas com TDAH. Mas as pesquisas mostram que, enquanto as crianças com TDAH lutam com atenção em todos os tipos de configurações, as crianças com DPA são muito mais propensas a ter problemas de atenção especificamente no domínio auditivo. Elas podem ter dificuldade em ouvir quando há barulho de fundo. Elas podem se esforçar para seguir instruções orais e ter habilidades auditivas pobres.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Mito # 3: Crianças com Distúrbio do Processamento Auditivo são menos inteligentes



     É mito!!! O Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA) não está ligado à inteligência de uma criança. Na verdade, a maioria das crianças com problemas de aprendizagem e atenção têm inteligência média ou acima da média. É verdade, no entanto, que as crianças com DPA podem ter pontuação mais baixa em testes de QI verbal do que seus pares. Elas também podem parecer ser "lentas" - demorar mais tempo para responder a perguntas e pegar novos conceitos. Mas isso não é porque elas são menos inteligentes. É porque elas têm dificuldade em processar e interpretar novos sons!!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Mito # 2: O Distúrbio do Processamento Auditivo é extremamente raro


     É mito!!! Embora mais pesquisas precisam ser feitas para determinar precisamente como comum o DPA é, as estimativas variam em torno de 5 % das crianças no Brasil! As pesquisas também sugerem que muitas crianças com problemas de aprendizagem podem ter o distúrbio do processamento auditivo não diagnosticado. Um estudo de 2009 revelou que 43 % das crianças com problemas de aprendizagem também tinham DPA; 25 % dessas crianças também tinham dislexia!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Mito # 1: Distúrbio do processamento auditivo é a mesma coisa que surdez



     É mito!!! A maioria das pessoas com Distúrbio do Processamento Auditivo (DPA) não tem perda auditiva. Falar alto não vai ajudá-los a entender o que você diz. Os cientistas não têm certeza exatamente o que causa o DPA. Normalmente, o cérebro processa sons perfeitamente e quase instantaneamente, para que as pessoas possam interpretar o que ouvem. Mas para as pessoas com DPA, um problema no sistema nervoso central atrasa ou embaralha o processo. Como resultado, eles frequentemente confundem sons e palavras. Para eles, "Você quer se sentar na cadeira?" Pode soar como "Você quer se sentar no cabelo?"

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Temas da semana!


     Nos últimos anos, os pesquisadores fizeram grandes avanços na compreensão do Distúrbio do processamento auditivo (DPA). Mais e mais crianças estão sendo diagnosticadas com DPA e tratadas com sucesso. No entanto, muitos equívocos sobre o DPA ainda persistem. Nesta semana discutirei no blog cinco mitos comuns e a verdade sobre cada um!


sábado, 5 de novembro de 2016

Acomodações em sala de aula para crianças com Distúrbio do Processamento Auditivo



Referências:

1.     American Academy of Audiology. American Academy of Audiology Clinical Practice Guidelines. Guidelines for the Diagnosis, Treatment and Management of Children and Adults with Central Auditory Processing Disorder (2010).
2.       Canadian guidelines on auditory processing disorder in children and adults: assessment and intervention (2012).
3.       Practice guidance management of auditory processing disorder – British Society of Audiology (2013).

4.       Site: www.understood.org

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