sábado, 29 de outubro de 2016

A importância da consciência fonológica no desenvolvimento da leitura e escrita


     A consciência metalinguística é a capacidade do ser humano de pensar sobre a linguagem de forma consciente, expressando seu pensamento através da própria linguagem. Dentre os componentes da consciência metalinguística encontra-se a consciência fonológica, ou seja, a consciência com relação aos sons que ouvimos e falamos.

     A consciência fonológica possibilita a reflexão sobre os sons da fala, o julgamento e a manipulação da estrutura sonora das palavras. Através de tal consciência identificamos palavras que rimam, começam ou terminam com os mesmos sons e somos capazes de manipular a estrutura sonora para a formação de novas palavras.


Consciência fonológica e alfabetização

     Existem muitas pesquisas que investigam a relação entre consciência fonológica e alfabetização, buscando desvendar como se dá essa relação: a consciência fonológica é causa ou consequência da aquisição da escrita?

     Estudos recentes têm demonstrado que consciência fonológica e alfabetização se desenvolvem através de uma influência recíproca. Ou seja, as crianças antes de estarem alfabetizadas apresentam níveis de consciência fonológica que contribuem para a alfabetização, enquanto a alfabetização contribui para o aprimoramento desses níveis de consciência fonológica.

     No Brasil, estudos evidenciam que o desenvolvimento e o aprimoramento das habilidades em consciência fonológica contribuem para a alfabetização. Crianças que apresentam um bom desempenho em consciência fonológica normalmente apresentarão um bom desempenho em leitura e escrita. Dessa forma, parece que a consciência fonológica pode ser uma ferramenta de auxílio para a alfabetização.

     Os resultados de estudos realizados no Brasil, assim como em outros países, apontam para a importante relação entre consciência fonológica e alfabetização. Crianças em idade pré-escolar já apresentam consciência quanto aos sons da fala e tal consciência auxilia no processo de reconhecimento da relação entre os sons e as letras, processo esse necessário para o início do desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita.

     Percebe-se, então, que a consciência fonológica é um componente de extrema importância para a aquisição da leitura e escrita, uma vez que é ela que possibilita a reflexão sobre os sons que devem ser representados graficamente.

Fonte:
Alfabetização: Afinal... o que é que está acontecendo? (Profa. Dr. Gabriela C. M. de Freitas)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Super dica musical!


     Sabemos que a música não é somente uma atividade artística e sócio-cultural, mas uma habilidade cognitiva complexa que desempenha funções importantíssimas no desenvolvimento!

     Hoje deixo abaixo uma super dica musical! No dia 08/12, a Escola de Música Bela Bartok promoverá o 5º Festival de Música. Neste festival serão apresentadas um repertório musical riquíssimo que contempla tanto as crianças quanto os adultos!

     Será um sucesso! Alunos e professores já estão a “todo vapor” preparando suas apresentações!

     Eu estarei lá e tocarei algumas músicas com o violino!

     Mais informações no telefone da escola Bela Bartok: (31) 36355655.




terça-feira, 25 de outubro de 2016

Que fofura esta avaliação auditiva!


     Existe uma relação direta entre audição e aquisição de linguagem oral, isto é, a integridade das vias auditivas é pré-requisito para o desenvolvimento da fala e da linguagem.

     Portanto a detecção precoce dos distúrbios auditivos é de fundamental importância para prevenir alterações no desenvolvimento infantil que ocorrem em crianças privadas de estimulação sonora adequada nos primeiros anos de vida.

     Muitas pessoas me perguntam se além do teste da orelhinha, há outras formas de avaliar a audição de um bebê.

     Sim! Há a possibilidade de se realizar a AUDIOMETRIA COM REFORÇO VISUAL.

     Este procedimento tem com princípio o condicionamento da criança com estímulo sonoro associado a um luminoso, sendo que no momento em que a criança procura a fonte sonora o examinador oferece um estímulo visual, como reforço.

     Abaixo deixo um vídeo super fofo de uma criança sendo submetida a audiometria com reforço visual! Vale a pena ver!




sábado, 22 de outubro de 2016

Neuroplasticidade e treinamento auditivo


Olá!

Hoje comentarei um aspecto muito importante no treinamento auditivo: NEUROPLASTICIDADE!

Então... o que é neuroplasticidade?

Neuroplasticidade é a capacidade de o sistema nervoso central de se adaptar, tendo habilidade para modificar sua organização estrutural e funcional. Ainda posso dizer que a plasticidade cerebral é a propriedade intrínseca do sistema nervoso que permite o desenvolvimento de alterações estruturais em resposta à experiência e às modificações do ambiente.

Mas o que faz o sistema nervoso modificar sua organização estrutural e funcional?

Uma importante descoberta oriunda da Psicologia em 1949 descreve um conceito importantíssimo chamado de potencial de longo prazo.

Esta descoberta (descrita por Hebb) descreve o conceito de que se as fibras nervosas do sistema nervoso central quando são estimuladas repetidamente, estas fibras aumentam suas respostas ao longo do tempo para os estímulos utilizados.

Assim, com a estimulação repetida (treinamento auditivo, no nosso casso), a resposta neural torna-se mais forte!

Este é o ponto “chave” do treinamento auditivo!

Até!


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Tarefas e para casas: como incentivar os filhos a fazerem as atividades da escola?



     Antes de insistir que uma criança execute várias tarefas, certifique-se que a tarefa é adequada para a criança. Infelizmente, nem sempre temos percepções precisas do que as crianças são capazes de fazer. Pais e professores podem cometer o erro de atribuir tarefas para as crianças que ainda não tenham adquirido as competências necessárias para concluí-las. Por exemplo: praticar cálculo não seria bom para mim desde que eu não tenha adquirido as habilidades necessárias para realizá-las. Nós também podemos não estar dispostos a aceitar o desempenho de uma criança se ela não fizer com os nossos padrões. Se uma das tarefas do seu filho é fazer um “desenho” (por exemplo) e você sempre o corrige ou pede para ele fazer nos seus padrões de “um desenho ideal”, a criança provavelmente irá perder a motivação para fazer a tarefa.

     Se a criança e incapaz de completar tarefas ou atribuições, ou se ela o faz incorretamente, considere a possibilidade de que ela não entendeu adequadamente o que foi exigido dela. Às vezes, é fácil supor que as crianças não fazem as tarefas corretamente porque querem escapar da responsabilidade quando, na verdade, elas pensam o que fizeram foi o que você pediu. Uma vez pedi a um paciente que jogasse os papeis que sobraram da terapia a as pontas dos lápis apontados no lixo. Dei a seguinte ordem: “ponha o pé e jogue o lixo”. Eu tinha aquelas lixeiras que se abrem apertando o pé... Sabe o que aconteceu com esse paciente? Ele chegou perto da lixeira, deu um chute e jogou o lixo em cima da lixeira sem abri-la. No momento questionei por que tinha feito aquilo e ele me disse “Você não me pediu para picar o pé na lixeira e jogar o lixo nela...! Então fiz o que você pediu!”.

     Torne os “para casas” uma parte da rotina diária. É mais fácil de recordar uma tarefa se for realizada no mesmo tempo em cada dia. Ao decidir sobre uma agenda, tenha em mente o gosto da criança, o que não gosta, e seu melhor tempo do dia. Ela pode não se sentir particularmente cooperativa se você pedir para realizar tarefas durante seu programa de TV favorito. Se isso não importa quando as tarefas são feitas, pedir à criança se prefere fazê-las na parte da manhã, depois da escola, ou em algum outro momento que se encaixa na rotina da família.

     “Fatie” as tarefas e trabalhos de casa em pedaços pequenos e gerenciáveis. As crianças às vezes se sentem oprimidas pelo que lhes parece ser uma enorme quantidade de trabalho. Programar pequenas pausas quando parte das tarefas estiverem prontas. Incentive a criança a participar de algum tipo de movimento durante os intervalos: "Depois de terminar os dez primeiros problemas, você pode andar de bicicleta 15 minutos". Este movimento vai aumentar a sua capacidade de se concentrar quando ela retornar para a tarefa.

     As crianças que são capazes de trabalhar de forma contínua durante vários minutos, podem responder bem ao uso do tempo. "Você pode trabalhar em sua ortografia durante quinze minutos e, em seguida, fazer uma pausa para brincar". Se você optar por fazer isso, certifique-se que seu filho é realmente capaz de trabalhar para a maioria do tempo. Algumas crianças podem não ter um conceito bastante claro de quanto tempo elas devem fazer as atividades e podem passar a maior parte do tempo se perguntando se já está acabando o tempo!

     Enfim... Espero que tenham gostado do texto de hoje! Você tem alguma outra dica? Compartilhe abaixo nos comentários!


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Neurônios ativar!




     Dicas!

     Na próxima aula ou palestra, deixe o tablete e o notebook em casa e faça as anotações com caneta e papel! Você vai reter melhor o conteúdo!

     O desafio cognitivo de tomar nota equivale ao mesmo quando você joga xadrez: exige o uso combinado de conhecimento (para processar informações), planejamento (o que é mais importante fixar) e desenvolvimento de soluções (selecionar o vocabulário adequado para expressar cada ideia). 

     O hábito de escrever a moda antiga também ativa a coordenação e a memória para registrar o que é necessário simultaneamente ao discurso. 

     Uma malhação e tanto para os neurônios!!!

sábado, 15 de outubro de 2016

Do recesso para a sala: 5 dicas para professores manterem a voz saudável neste final de ano!



A medida que a semana recomeçar, não tenho dúvidas que as memórias da semana de recesso do dia das crianças vão desaparecendo e os dias de praia, descanso, passeios vão sendo substituídos por planos de aulas, palestras, reuniões e trânsito...

Se você utiliza mal a voz, e não tem hábitos de higiene vocal é bem capaz que no final do dia que sua voz esteja “áspera como uma lixa”!

Então o que você professor pode fazer?

Abaixo deixo algumas dicas!

Mantenha-se hidratado. As pregas vocais “colidem” cerca de 500 vezes por segundo, criando atrito. A hidratação interna ajuda a manter os tecidos das pregas vogais “fortes” para uma vibração delicada. Beba água, e outras bebidas sem cafeína. Recomendações comuns apontam que para você ficar hidratado você deve beber no mínimo oito copos de água por dia! Mantenha o controle de sua hidratação com garrafas com marcadores, para você não se perder e se esquecer de beber água. Adicione hidratação tópica à sua rotina também. Um umidificador em sua mesa de cabeceira ajuda a manter o ambiente úmido enquanto você dorme.

Use amplificação, se possível, para evitar falar em forte intensidade por longos períodos. Considere investir em um sistema de amplificação de pessoal, como Chattervox (http://www.chattervox.com/) ou Spokeman (http://www.independentliving.com/prodinfo.asp?number=608100).

Descanse sua voz! Eu sei que é difícil, mas tente reservar pelo menos cinco minutos de silêncio a cada hora de ensino. Em momentos de tarefas de leitura ou atividades em grupos dos alunos aproveite para repousar a voz. Na hora do recreio/merenda/almoço tente não conversar com colegas de trabalho se você sabe que você teve um dia tumultuado em sala, opte em descansar sua voz.

Seja inteligente ao usar a sua voz. Aproxime-se do aluno quando desejar falar com ele. Não grite! Utilize sons ou recursos visuais para chamar a atenção dos alunos quando necessitar. Tocar um sino, bater palmas são dicas que ajudam as pregas vocais de terríveis traumas. Qualquer trauma excessivo para os tecidos das pregas vocais podem resultar em danos e inchaço, causando uma mudança em sua qualidade vocal.

Exercite suas pregas vocais para ficarem em forma para as suas semanas de trabalho. Todos os professores são profissionais da voz, então tente manter isso em mente quando for planejar suas aulas. Use seu abdômen para projetar sua voz - isso alivia a tensão em sua garganta. Faça exercícios vocais concebidos especificamente para profissionais da voz.

Lembre-se, se você tiver rouquidão por duas semanas ou mais, entre em contato com um otorrinolaringologista, para um exame. Os nódulos vocais são muito comuns em professores e treinadores, então monitore a si mesmo para todas as mudanças que você observar em sua voz!!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Sim! A brincadeira promove a atividade imaginativa! Sabe por que?


Segundo Vygotsky, “o jogo promove o desenvolvimento das capacidades intelectuais: a brincadeira promove a atividade imaginativa”! Através do brincar ela aprende, experimenta o mundo, possibilidades, relações sociais, elabora sua autonomia de ação, organiza emoções! Muitas vezes os pais não veem a importância do brincar, mas veja abaixo algumas vantagens:

O momento lúdico proporciona prazer;

A oportunidade de viver uma situação de ganho e de perda é importante para crianças com baixa tolerância à frustração;

A brincadeira permite o aprendizado de regras sociais;

Permite o aprimoramento de funções cognitivas e perceptivas como organização espacial e temporal, memória, percepção visual e auditiva, classificação e seriação;

Contribui para o desenvolvimento de vocabulário e da fala!

Então pais, vamos incentivar mais “o brincar”!

Até!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Go play! 7 dicas para estimular a comunicação no playground



     A primavera chegou e precisamos aproveitar o bom tempo enquanto ele está por aqui! O parque é o cenário perfeito para facilitar habilidades de fala e linguagem para crianças pequenas. Aproveite este momento! Veja algumas dicas:

     Poder de escolha. Um parque infantil oferece muitas opções para as crianças e, como fonoaudióloga, sei o poder da escolha para crianças pequenas. Cada vez que você der à criança uma escolha, você fornece uma oportunidade para ela se comunicar! Por exemplo: "Você quer deslizar ou balançar?” “Balançar”. Modele as escolhas de acordo com o nível de linguagem da criança ou um nível acima. Por exemplo, se a criança ainda não usa palavras para fazer um pedido, você pode modelar a escolha "deslizar ou balançar" para promover expressões de uma única palavra. Se a criança usa frases de duas palavras, você pode modelar "balançar forte", ou algo similar.

     Faça alguma coisa. Ensine verbos ou palavras de ação. Crianças devem ter uma variedade de diferentes tipos de palavras em seu vocabulário inicial, mas não apenas substantivos! No parque você pode moldar verbos e realmente fazer as ações. Ações alvo: deslizar, jogar, balançar, escalar, saltar, rodar, executar, passear, andar sentar, ir, gritar, cair, parar, etc. Peça que a criança diga o que ela está fazendo ou vai fazer!

     Aprenda novas palavras. Podemos ensinar uma variedade de conceitos diferentes enquanto eles se divertem no parque. Tente modelar alguns desses conceitos: Cores (“Em qual cor de escorregador devemos ir?), alto / baixo, curto/longo, devagar/rápido, em cima/embaixo, grande/pequeno.

     Ouça e siga. Incorpore conceitos de direção e ordens. “Desça no escorregador azul”, "Primeiro toque na casinha e depois vá para o balanço”. Incluir vários conceitos ou etapas torna a atividade mais complexa, ok?

   O que você vê? Funções de linguagem na primeira infância envolvem frequentemente desejos e necessidades. É importante que crianças produzam comentários também. O parque dá um monte de oportunidades para que a criança comente e discuta! Você pode modelar a fala da criança, tais como, "Eu vejo um pássaro no céu" ou "Eu vejo crianças no balanço”. Facilite os comentários pedindo à criança para dizer o que ele ou ela vê.

     Um, dois, três e já! Para crianças pequenas que estão começando a usar as palavras, o parque é um ótimo lugar para praticar "conjuntos de antecipação”. Conjuntos de antecipação são frases repetitivas que a criança pode antecipar ou prever o que vem a seguir. Por exemplo, “um, dois, três e já!” é uma fala automática e motivacional que pode estimular as crianças a falarem! "Já" é uma palavra muito poderosa, especialmente quando seguido por algo muito excitante ou motivador.

     Vamos socializar. A criança tem dificuldade em interagir com outras crianças? Playgrounds são ótimos lugares para trabalhar habilidades sociais com outras crianças que estão se divertindo. Peça à criança para praticar saudações com as outras crianças, fazer perguntas ou iniciar conversas: "Você quer jogar?" ou "Qual é o seu nome?".


     Estes passos criam grandes blocos de construção para o crescimento futuro da fala e da linguagem! Assim, com certeza a primavera será de muita diversão e aprendizado!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Exercício para download gratuito: Canções populares (Fechamento auditivo, memória, atenção e fala)



Hoje a música tornou-se uma ferramenta fundamental no desenvolvimento mental da criança, estimulando sua percepção auditiva, apreciação musical, aprimorando a capacidade de raciocínio e envolvendo todo o desenvolvimento.

Nos exercícios deste material, apresento sugestões de atividades para trabalhar memória auditiva, atenção, fala e fechamento auditivo com músicas populares!

Quem já é cadastrado no blog receberá automaticamente o link para download de “5 canções populares + 2 canções populares com ajustes acústicos para a estimulação do processamento auditivo + um pdf com 3 atividades e 5 pranchas para o desenvolvimento da atividade”.

Aqueles que desejarem receber somente esta atividade basta encaminhar um e-mail para pollyannabatista@hotmail.com com nome completo e número de registro no conselho de Fonoaudiologia que encaminharei os links para download! A atividade somente será encaminhada para Fonoaudiólogos, ok?


         Positiva terapia!

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Dicas de como utilizar temas da Disney para incentivar a comunicação e engajamento


     Há um tempo atrás li um artigo comentado do livro “Life Animated” do autor Ron Suskind e que me inspirou escrever este “post” hoje no blog. O livro, que agora também virou filme, conta sobre Owen, um menino diagnosticado com autismo bem cedo, e sua paixão por filmes da Disney e como esta paixão auxiliou no desenvolvimento da sua comunicação. O livro enfim conta duas décadas de vida de Owen.

     Desde cedo, Owen tinha fascinação pela Disney, principalmente pelos filmes clássicos da Disney. Ao invés da família ver aquele fascínio pela Disney como um obstáculo, a família de Owen utilizou esse comportamento como uma “ferramenta” para abrir o mundo para Owen e ensiná-lo habilidades de comunicação, resolução de conflitos e mudanças que acontecem em determinadas etapas da vida.

     Estou sempre à procura de novas maneiras de me conectar com os indivíduos com autismo. Da minha experiência, vejo afinidades em uma variedade de maneiras. Na maioria das vezes eles acostumam reforçar um comportamento específico em vez de um caminho para a interação e comunicação.

     O artigo que li me intrigou, principalmente por causa de um determinado paciente que compartilha forte características de Owen para filmes clássicos da Disney. Esta criança usa principalmente discurso para execução de scripts de filmes clássicos da Disney. Devido a sua linguagem expressiva limitada, ele usa um dispositivo de comunicação com um teclado e imagens para ajudá-lo a se comunicar de forma mais eficiente. Depois de ler o artigo, eu decidi tentar usar o seu script para construir habilidades de comunicação mais complexas.
  
     Por exemplo, quando o meu paciente começou a cantar uma determinada canção como "Under the Sea (No fundo do mar)" - eu modelei, "Eu acho que você quer assistir a" Pequena Sereia ", e, em seguida, virou-se em um pequeno vídeo clip do filme. Com esta estratégia, eu descobri maior atenção conjunta e contato com os olhos, engajamento melhorada, mais expressões faciais, melhor tempo de manutenção, o que levou a uma comunicação mais eficaz. Este aumento da participação me ajudou a desenvolver objetivos de comunicação mais facilmente.

     Por que usar a Disney? Para muitos com autismo, histórias mágicas da Disney oferecem experiências motivadoras e envolventes. Por quê? Confira algumas razões listadas aqui por uma empresa chamada “Animated Language Learning”. A empresa construiu um programa de linguagem baseada em pesquisas com filmes da Disney. Acesse o site deles para maiores informações: http://animatedlanguagelearning.com/disney-autism-language/

     Você está procurando maneiras de incorporar histórias da Disney em suas sessões? Confira essas sugestões:

1.     Bingo da Disney: Encoraje a comunicação durante este jogo! Esta atividade pode ajudar no desenvolvimento dos pronomes interrogativos (ex: qual, quem), tarefas descritivas (ex: “Eu tenho a Branca de Neve!”) e atividades de troca de turno.

2.     Os clipes de filme: Clipes de filme parecem oferecer mais motivação. Durante as sessões de terapia, peça ao seu paciente para escolher um clipe. Você pode pará-lo em determinados pontos para iniciar uma discussão. Escolha um clipe de filme motivador para seu paciente atingir metas específicas. Por exemplo, use o clipe de "A Pequena Sereia", onde ela se transforma em um ser humano para discutir suas emoções. Por que ela está com medo? Por que ela queria ser humana?

3.  Desenvolvimento de história: Imprima cartões com fotos, vários contextos e personagens da Disney relacionados com filmes da Disney e ações específicas. Instrua o seu paciente a escolher um cartão de cada plataforma e ajude-o a criar a sua própria história. Outra forma de ajudar a facilitar desenvolvimento da história é imprimir imagens de um filme específico e usar estas imagens para o sequenciamento e desenvolvimento da narrativa. Use esta atividade para ajudar a construir frases gramaticalmente corretas e melhorar as habilidades de leitura e escrita.

4.     Livros: Incentive o seu paciente a escolher, dentre as inúmeras opções, um livro da Disney que quer ler. Isso incentiva a sua capacidade de fazer escolhas. Outras estratégias úteis para tirar o máximo proveito de livros de imagens para ajudar a facilitar as metas de fala e linguagem inclui fazer perguntas, variando a sua expressão e volume!

     Um grande número de abordagens para incorporar histórias da Disney existe e pode ajudar você e o seu paciente a atingir objetivos de fala e linguagem específicas - motivação é a chave!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Dica de software para auxiliar no desenvolvimento da fluência de leitura


Olá!

     A dica de hoje é do software SPREEDER que pode auxiliar em terapia para o treino de velocidade de leitura!

     Inicialmente, antes de utilizar o software, o Fonoaudiólogo deverá fazer uma avaliação detalhada do desempenho de leitura (velocidade, acurácia, expressividade) e somente a partir daí estabelecer as bases de intervenção e selecionar os textos a serem utilizados em terapia.

     O SPREEDER é um software gratuito, bom para o treino de velocidade de leitura, pois permite ajustar diversos parâmetros entre eles o número de palavras lidas por minuto.

     Utilizo o SPREEDER em terapia para o ajustar a velocidade de leitura, mas não o recomendo para o incremento da acurácia, ampliação do léxico ortográfico e do treino da expressividade!

     Segue o link do SPREEDER: http://www.spreeder.com/


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